Facebook

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Simbiose Perfeita

As horas vão passando....
Na existência do nada, que me envolve, e que nada
mais é se não inexistência, ausência de ser,... o ser,  o tudo.
Apenas eu e tu... aqui bem perto um do outro.
Impera no meu intimo o silêncio
ensurdecedor da tua voz, do teu amor,num abraço,
sem presença física.
Tornas-te presente, com a tua omnipresença
em minha alma; com esse abraço.
Assim com simplicidade e perspicácia
purificas-me o âmago, fazendo-me sentir cada
vez mais sequioso de ti; com teu abraço.
Eu?
Eu simples ser deixo-me aquecer pelo calor do teu abraço
e curvo-me então diante de teu ser.
Sinal de simbiose perfeita.

Teófilo 

sábado, 28 de junho de 2014

Alvorada, Transcêndencia, Ressurreição da alma


O Céu está negro,
o vento sopra forte e assim o mar está bravo;
as velas são abaixadas,
a embarcação, em alto mar, à deriva navega,
ora a bombordo, ora a estibordo, 
e as ondas embatem com violência
no porão e na proa.
As horas vão passando,
é já pequeno o pavio das velas
e o medo parece vencer.
Timidamente começam a surgir os primeiros raios de Sol.
O céu azul fica,
o mar e o vento
acalmam, as velas são içadas,
as ondas amainam
e a embarcação retoma a sua rota.
O medo é vencido pela fé, abnegação (Caridade), e pela perseveransa (esperança)
Alvorada, transcêndencia, ressureição da alma!!!

Teófilo
Imagem in glademirstocco.blogspot.com                                 Imagem in giselepontes.blogspot.com

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Deus É o poeta

Em cada vereda trilhada pelo poeta,
em cada verso, duo, terceto, quadra,
quintilha, sextilha...
Aí está sua alma.
E  aí está Deus!!!!!!
Pois Deus É o poeta,
e o poeta simples caneta
que Deus Usa
para escrever o seu poema.

Sábio Oleiro

Sou feito de barro
frágil; produzido
pela minha causa
eficiênte e ao mesmo tempo, animado,
moldado
pela Causa Primeira.
Como que um vaso de barro
que é moldado
pelas mãos do Sábio Oleiro.

Teófilo



Carícia

Vela acesa
Caminhava sobre a calçada
e reclinava a minha cabeça
sobre o teu regaço.
Sentia então teu amor por mim.
Tu sorrias-me acariciando-me,
com tuas mãos maçias e ternurentas,
o rosto barbodo
de homem de dura serviz.

(Teófilo)



Sorriso Misterioso

A noite cai, e invade-me o âmago...
... eu, de vela acesa, em punho,
por entre campos de milho,
prontos a colorirem a eira
na a desfolhada, fujo na esperança
de me ocultar, de a teus olhos passar despercebido
... Contudo, ao virar de cada espiga,
aí te encontras e me sorris.
Eu perplexo, sem saber que dizer e pensar, diante do Tremendum Mistério
de teu amor, lanço-me em teus braços sem nada recear.

(Teófilo)

(Ao poeta Daniel Faria que viveu na casa onde hoje vivo)

Foto in www.genteemercado.com.br


terça-feira, 24 de junho de 2014

Noite Gloriosa

Imperam no âmago
a angústia e a ausência de ser, o nada,…
Apenas a Lua, sorridente, e o frio me fazem companhia…
… no horizonte, avisto o firmamento, o infinito.
Simplesmente só; nada mais me resta a não ser a esperança
e o prazer da contemplação,
nessa fria e alegre noite bendita.

No nada, no silêncio, o tudo; enfim… a solidão
que me aumenta a esperança  de tão desejado abraço,
de tão desejado reencontro.
Feliz noite, bendita solidão,
ditosa aurora.

(Poema escrito para públicar no Jornal O Teologo, da faculdade de Teologia da Universidade Católica do Porto, a convite do seu director.)

Teófilo


Imagem in www.denverpost.com

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Manhã cinzenta

Manhã cinzenta....
As aves voam agitadas
anunciando tempestade.
Cigarro atrás de cigarro,
reflexo do âmago
à deriva,
em alto mar.
Por andas tu, ó minha alma?
Vem!
Faz-me renascer de novo pela tua água
e pelo teu fogo.
Vem ter de novo comigo!
Afim de que reclinando
a minha cabeça em teu regaço
falemos de novo de amor como nunca falamos outrora.
Inunda-me de novo, de Vida.

(Teófilo)